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QUANDO O FILHO NÃO VEM: o amor posto à prova

Esperamos cinco anos por um filho.

Foram anos cheios de silêncio, de perguntas sem resposta e de um amor que precisou amadurecer na escassez.

Na época, eu não era psicoterapeuta. Era apenas um homem tentando sustentar o vínculo com a esposa enquanto ambos atravessávamos a experiência de não gerar.

Hoje, depois da chegada da nossa filha e da escuta de tantos casais, compreendo melhor:
A espera por um filho pode se tornar um campo fértil. Contudo, não sem dor, nem sem confronto.

Há casais que esperam como quem suplica por chuva em um deserto emocional.
Mês após mês, a esperança sangra. E, ao mesmo tempo, ensina que:

  • O amor conjugal, quando atravessa esse tempo com fidelidade, se depura.
  • O ventre que ainda não gera pode ser lugar de algo mais profundo: fé, reconstrução, reconciliação.
  • O silêncio de Deus, ou da vida, não é necessariamente ausência, mas um tipo de trabalho invisível.

A espera, ainda que árida, pode ser tempo de semeadura:

  • De olhar para o outro sem exigir certezas.
  • De sustentar o vínculo mesmo sem respostas.
  • De abrir espaço para o que não depende só de nós.

Essa jornada nos ensinou que nem todo milagre chega como se espera.
E que o filho, quando chega, floresce em solo já regado por lágrimas, escolhas difíceis e fidelidade silenciosa.

Para quem caminha por esse deserto, minha escuta está aberta.
Você não precisa atravessar essa espera sozinho.

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